

Teresa Manjua (n. 1994, Portugal) é uma artista e coreógrafa cuja prática funciona como uma investigação radical sobre o corpo enquanto local de memória cultural. O seu trabalho opera na interseção entre a dança contemporânea e a inovação social, desafiando as hierarquias tradicionais da performance ao colocar os corpos marginalizados, neurodivergentes no centro enquanto principais arquitetos da expressão contemporânea.
Enquanto fundadora e diretora artística do projeto itinerante Palavras Deitadas ao Corpo (desde 2023), Teresa estabeleceu uma metodologia única que tem sido implementada em três continentes (Ásia, América Sul e África). Ao sintetizar técnicas coreográficas rigorosas com uma investigação sociológica, transforma rituais locais e gestos quotidianos em arte de performance de nível profissional. O seu trabalho demonstra de forma consistente que a excelência artística e a inclusão radical não só são compatíveis, como também essenciais para a evolução das artes performativas.
A prática profissional de Teresa assenta numa base de rigor técnico. Licenciada pela Escola Superior de Dança (Lisboa, Portugal, 2015), desenvolveu a sua experiência através de colaborações extensas com coreógrafos e companhias internacionais, incluindo o Polish Dance Theatre, Roberto Olivan e Adam Benjamin.
O seu compromisso com a democracia nas artes tem sido reconhecido por importantes instituições nacionais e internacionais, tais como a DGArtes (Direção-Geral das Artes de Portugal), a OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos), o Centro Nacional de Cultura e o Arte Institute (organização sem fins lucrativos sediada em Nova Iorque, dedicada à promoção internacional da arte contemporânea portuguesa).
Com uma carreira definida por residências internacionais e projetos colaborativos de alto impacto, Teresa Manjua está na vanguarda de um movimento global para definir um léxico mais inclusivo, equitativo e profundo para a performance contemporânea.
Photo: André Luz